CURSO DE LICENCIATURA E PSICOLOGIA CLINICA
DIRECTORDOCURSO: Dr.
COORDENADORA DE CURSO:Drª. Maria Suzana Bata
1. INTRODUÇÃO
A Psicologia clínica é uma área da Psicologia que tem como objectivo o estudo, a avaliação, o diagnóstico, a ajuda e o tratamento do sofrimento psíquico, seja qual for a sua origem (doença mental, disfunções, traumatismos, acontecimentos da vida, mal estar interior e etc.).
Ela baseia-se em métodos clínicos entre os quais o estudo de casos, a observação de comportamentos e a análise dos discursos. Teve como principais percurssores Sigmund Freud, Pierre Janet e Leightner Witmer.
O seu objecto de estudo é o organismo humano adaptado ou inadaptado, situado num contexto social com o qual interage, possuindo uma história e características próprias.
O curso de licenciatura em Psicologia Clínica terá a duração de 5 (cinco) anos lectivos, suportando uma carga horária de 4220 horas, onde 3660 são referentes às aulas práticas e teóricas, e 560 ao estágio curricular ou académico. Terá um total de 261,6 Unidades de Crédito distribuídas pelas 57unidades curriculares, 4 seminários e estágio académico (anual).
Objectivo geral
Esta licenciatura em Psicologia Clínica, tem como objectivo formar profissionais de saúde dotados, com capacidade e competência para actuarem nos diversos domínios da Psicologia clínica, a nível do estudo/investigação, avaliação e intervenção psicológicas nos problemas e perturbações psíquicas, intervenções em crise (perda de referência e procura de uma solução imediata), aconselhamento e intervenções institucionais bem como na promoção, prevenção e manutenção da saúde física e psíquica dos indivíduos. Espera-se deste modo melhorar de forma qualitativa e quantitativa o atendimento psicológico nos serviços de saúde mental e de saúde no geral.
Objectivos específicos
No final do curso o psicólogo clínico deverá ser capaz de:
O Que o Psicólogo Clínico Deve Saber
O Que o Psicólogo Clínico Deve Saber Fazer
O Que o Psicólogo Clínico Deve Ser
3. PERFIL
Será um profissional da saúde com competências para a realização de diagnósticos clínicos, manuseamento de material auxiliar de diagnóstico, realização de projectos de intervenção hospitalar e comunitário, bem como o estudo, seguimento e encaminhamento de casos individuais e/ou de grupo, tendo como linha de actuação e o estrito respeito pela ética e deontologia profissional.
Terá conhecimentos das políticas de saúde nacional e internacional e conta com ferramentas necessárias para organizar, administrar, planificar, programar supervisar e controlar a gestão dos serviços de psicologia clínica, actuando de acordo com os princípios éticos da profissão.
Perfil Profissional
Deste modo, os profissionais formados nesta área deverão orientar o seu saber para a estimulação e desenvolvimento do gosto permanente pela busca do saber. Isto pressupõe que o graduado na área da psicologia clínica seja capaz de:
4. ORGANIZAÇÃO DO CURSO
O curso de Licenciatura em Psicologia Clínica é destinado aos titulares da 12ª classe do Sistema Nacional de Educação ou equivalente, que queiram seguir uma formação técnicoprofissional superior.
Este curso de Psicologia Clínica atribui o grau de Licenciado a todos aqueles que concluam com aproveitamento, todas as unidades curriculares que integram o plano de estudo do curso.
Esta licenciatura terá a duração de 5 (cinco) anos lectivos, 10 semestres, suportando uma carga horária de 4220 horas, onde 2076 são referentes às aulas teóricas, 1264 às aulas práticas, 320 aos seminários e 560 ao estágio curricular ou académico.
O Curso terá um total de 261.6 unidades de crédito distribuídas por 57 disciplinas semestrais (29 fundamentais e 28 subsidiárias), 4 seminários e estágio curricular ou académico (anual).
Nº. |
Tipo de Aulas |
Horas |
% |
1 |
Teóricas |
2076 |
49,19 |
2 |
Práticas |
1264 |
29,96 |
3 |
Estágios |
880 |
20,85 |
|
TOTAL |
4220 |
100 |
CURSO DE LICENCIATURA EM TERAPIA OCUPACIONAL
DIRECTORA DO CURSO: Dr.ª Lídia Gouveia
COORDENADORA DO CURSO: Dr.ª Maria Suzana Bata
A Terapia Ocupacional tem como objecto o dia-a-dia de pessoas que perderam a capacidade de cuidar delas mesmas, de trabalhar ou de ter lazer, centrando-se no estudo da ocupação humana, com enfoque nas áreas de auto-cuidado, trabalho e lazer.
Terapia Ocupacional é o tratamento de condições físicas e psiquiátricas através de actividades específicas com o objectivo de proporcionar ao indivíduo o seu máximo nível de funcionalidade e de independência.
A terapia Ocupacional é também uma parte fundamental na medicina em reabilitação mediante o estudo do movimento humano, de aplicação de agentes físicos, métodos e exercícios terapêuticos que mantêm e recuperam a morbilidade articular, a força muscular, resistência e coordenação no homem para as actividades de vida diárias. Surge pelas preocupações da medicina de reabilitação, com a necessidade de correcção das incapacidades físicas, psíquicas e motoras apresentadas pelas crianças e adultos.
Começou a ser estudada em mais de uma centena de países e seu incremento deu-se a partir da segunda metade do século passado, particularmente voltada para as actividades de relacionamento.
No decorrer deste período, a Terapia Ocupacional é reconhecida como profissão em todo o mundo e elevada à categoria de Licenciatura, progredindo para a pós-graduação e mestrados em Muitas Universidades.
O Terapeuta Ocupacional avalia as funções físicas, psicológicas e sociais do indivíduo, identifica as áreas de disfunção e envolve o indivíduo num programa estruturado de actividades significativas de forma a ultrapassar a deficiência.
O profissional dessa área compreende o processo de função e de disfunção ocupacionais para promover a saúde e a inclusão de indivíduos e intervém no quotidiano das pessoas, trabalhando para que elas recuperem a autonomia e a (re)inserção social.
O profissional de Terapia Ocupacional busca recuperar a função humana, elevar o perfil das acções motoras e mentais, reabilitar através das actividades, promover o indivíduo na esfera biopsicosocial, ou seja, recuperar o homem em sua totalidade. Portanto, deve ser aplicada onde houver limitação funcional, seja de carácter físico, mental ou social
As actividades seleccionadas são de acordo com as necessidades pessoais, sociais, culturais e económicas e reflectem os factores ambientais que orientam a vida do indivíduo.
Esta especialidade deverá inter-actuar com outras especialidades, nomeadamente a psicologia, reabilitação, psiquiatria, pediatria e geriatria de modo a obter resultados harmoniosos e completos na correcção das incapacidades nas diferentes áreas.
ProblemasÁreas nas quais a Terapia Ocupacional pode ser utilizada:
Justificativa do curso
O aumento do número de profissionais de saúde qualificados é o grande desafio do Sistema Nacional de Saúde em geral e do sub-sector de saúde mental em particular, com vista a não só melhorar a qualidade de prestação de serviços de Psiquiatria e Saúde Mental mas também apoiar os diferentes programas nacionais de saúde a enfrentar os desafios e consequências das doenças transmissíveis, intransmissíveis, crónicas e incapacitantes.
O Programa Nacional de Saúde Mental enfrenta sérios problemas de recursos humanos, possuindo no momento apenas 86 profissionais nacionais dos quais 5 estrangeiros envolvidos na prestação de serviços pelo país inteiro, para cerca de 19.889.000 habitantes (INE, 2003). Este número representa uma proporção de cerca de 1 : 231.267 pessoas, existindo ainda alguns distritos no país que não possuem um único profissional de saúde com conhecimentos específicos na área de psiquiatria e saúde mental, incluindo de terapia ocupacional.
O atendimento em saúde mental inclui a realização de actividades preventivas e promotivas, assistenciais e reabilitativas. A intervenção terapêutica, que se integra nos níveis assistenciais e de reabilitação, não pode prescindir da terapia ocupacional que tem em vista a recuperação da função humana, a elevação do perfil das acções motoras e mentais, a reabilitação através das actividades, a promoção do indivíduo na esfera biopsicosocial, ou seja, a recuperação do homem em sua totalidade, devendo ser aplicada onde houver limitação funcional, seja de carácter físico, mental ou social
Porém, esta área têm sido esquecida ou ignorada, por um lado pela falta de estabelecimentos para o efeito e por outro, pela inexistência de pessoal técnico capaz de desenvolvê-la.
Numa altura em que proliferam doenças com carácter “incapacitante” e recrudescem casos de infecção com HIV/SIDA, aumentando assim a probabilidade de surgimento de disfunções psicossociais, aumento de crianças órfãs, delinquentes, toxicodependentes e de velhos sem o acolhimento familiar, a terapia ocupacional torna-se uma das vias mais práticas e eficazes para minorar o problema do tecido social moçambicano, através da recuperação do indivíduo, promoção da sua auto-estima e reintegração na comunidade.
A terapia ocupacional é uma componente indispensável no processo reabilitativo do paciente psiquiátrico e não só, mas também de crianças com dificuldades de desenvolvimento, doentes com HIV/SIDA e outras doenças crónicas, reclusos e ou delinquentes, toxicodependentes e velhos, devendo ser exercida e orientada por profissionais formados para o efeito.
Assim se constitui a motivação para a realização do Curso Superior de Terapeutas Ocupacionais, respondendo a um dos principais objectivos da Estratégia e Plano de Acção para a Saúde Mental que é a formação de recursos humanos para a expansão a nível nacional dos serviços de atendimento clínico e de promoção em saúde mental.
Com este curriculum pretende-se formar Técnicos Superiores de Terapia Ocupacional (Licenciados) capazes de intervir no Sistema Nacional de Saúde (SNS) para responder às exigências da área de saúde mental do País e habilitá-los para actuarem de forma competente nos vários ramos de Saúde nas actividades de Assistência Médica, Saúde Pública, Administração, Ensino e Investigação.
A formação deverá ser orientada pelos princípios definidos pela Lei do Ensino Superior de Moçambique (Lei nº5/2001, Ministério do Ensino Superior Ciência e Tecnologia), pela Política Nacional de Saúde e metas definidas pela Organização Mundial de Saúde.
Os candidatos a este curso deverão ser indivíduos com idade mínima de 18 anos, com nível académico 12ªClasse do SNE ou equivalente.
Com uma metodologia de ensino teórico-prático, o curso pretende formar profissionais com uma formação científica rigorosa e com uma postura dinâmica e pró activa, aptos a exercer a sua actividade profissional não apenas no contexto nacional, como também no contexto internacional.
O Curso de Licenciatura em Terapia Ocupacional será dirigido a titulares da 12ªClasse do sistema Nacional de Educação ou equivalente, que desejem seguir uma formação técnico-profissional superior, ao nível da Licenciatura.
Este curso pretende formar técnicos superiores de saúde com competência que lhes permita responder adequadamente às necessidades dos respectivos serviços que no âmbito da reabilitação psicossocial e reintegração social lhes sejam colocados, garantindo:
O curso terá a duração de 4 anos lectivos num total de 8 semestres. A carga horária total é de 4.290 horas, das quais 1.665 são destinadas a actividades teóricas, 1.185 a actividades teórico-práticas e 1.440 para actividades práticas, sendo 1.220 destas para os estágios parcial (620hrs) e integrado (600hrs), num total de 243,2 créditos.
Um total de 35 estudantes é o limite máximo de entrada para o curso.
Visa igualmente ter pessoal de nível superior que possa servir como orientador, formador e suporte da expansão das actividades de saúde mental a todos os níveis, incluindo nas comunidades, dada a necessidade de reforçar a qualidade de prestação de serviços na área de saúde mental, especialmente no campo reabilitativo e de reintegração social dos pacientes de foro psiquiátrico, e de outras patologias à partida incapacitantes como a malária, o HIV/SIDA, dentre outras.
O profissional de terapia ocupacional possui conhecimentos teóricos e práticos necessários para diagnosticar, elaborar programas de terapia ocupacional e levar a cabo projectos de investigação nesta área.
Este profissional possui amplos conhecimentos das políticas de saúde a nível nacional e internacional, e conta com as ferramentas necessárias para organizar, administrar, planificar, programar, coordenar, supervisar e controlar a gestão dos serviços de Terapia Ocupacional, actuando de acordo com os princípios éticos da profissão.
Os profissionais formados com base neste currículo poderão exercer as suas actividades de Terapia Ocupacional em instituições e Unidades Sanitárias de complexidade justificada de todos os níveis de saúde em todo o país, desde o primário até ao quaternário tais como:
Os profissionais de Terapia Ocupacional deverão ser capazes de desempenhar as suas funções a vários níveis. Sendo o campo de aplicação da Terapia Ocupacional muito dinâmico e abrangente, a busca permanente de conhecimentos inovadores deverá reflectir-se no desempenho diário destes profissionais.
O graduado de Licenciatura em Terapia Ocupacional tem os conhecimentos teórico-práticos necessários para interpretar, diagnosticar, elaborar programas de Terapia Ocupacional de forma individual e nas comunidades que permitam integrar o paciente na família e na sociedade, com uma conduta ética própria da profissão da saúde, desenvolvendo habilidades básicas de investigação e gestão que lhe permitam elevar o seu desempenho profissional.
O licenciado em Terapia Ocupacional como integrante de equipes inter e multidisciplinares, estarão capacitados para desenvolver acções de promoção e recuperação da saúde, através de análises e aplicação das ocupações auto-sustentabilidade, produtividade e tempo livre , interactuando com os indivíduos, famílias e comunidades.
O licenciado em Terapia Ocupacional deverá ser capaz de fazer acções de prevenção, promoção, diagnóstico e terapêutica, aplicando os conhecimentos e habilidades para melhorar as incapacidades físicas, psíquicas e motoras com alto nível científico e modo de actuação ético, de acordo com o desenvolvimento científico tecnológico, interactuando em equipe multidisciplinar.
O licenciado em Terapia Ocupacional é um profissional que se ocupa de analisar, seleccionar e instrumentar as ocupações das pessoas em relação às três áreas fundamentais: auto-sustentabilidade e produtividade, com o objectivo de manter, promover e recuperar a saúde e capacidades físicas, psíquicas e sociais perdidas. Deverão também ser capazes de elaborar equipamentos protésico e ortésico fixo ou móvel destinado a melhorar as possibilidades de autonomia das pessoas.
O Licenciado em terapia Ocupacional deve estar capacitado para trabalhar em equipe inter e multidisciplinar de forma ética e com alto nível científico e investigativo que caracterize o profissional de saúde.
Actividades Curriculares |
Número de Horas |
Percentagem |
Aulas Teóricas |
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Aulas Praticas |
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Total |
CURSO DE LICENCIATURA EM NUTRICAO
DIRECTORA DO CURSO: Dr.ª Paula Santos
COORDENADORA DO CURSO: Dr.ª Maria Helena Jordao
INTRODUÇÃO
A nutrição, no seu sentido lato, é uma das áreas das ciências médicas que estuda os alimentos e suas relações com a saúde, o valor nutritivo dos alimentos, o metabolismo, o equilíbrio das dietas e os factores que interferem na saúde, os quais podem ser sociais, psicológicos, culturais e económicos. Uma alimentação equilibrada é a base para uma vida saudável, para o tratamento de qualquer doença e para evitar que o organismo seja vulnerável a várias patologias, sobretudo as infecciosas. A vulnerabilidade a doença associada a desnutrição é particularmente elevada entre crianças da faixa etárias dos 0 a 5 anos de idade, afectando também a mulher grávida, o idoso e os adolescentes. A vulnerabilidade a doença cria, por sua vez, condições para a ocorrência da desnutrição na população, estabelecendo-se assim um ciclo vicioso, cujo eixo principal é a própria desnutrição.
O quadro epidemiológico de Moçambique indica que a Malária, as Doenças Diarreicas, o HIV/SIDA, as Infecções Pulmonares e o Sarampo, formam o leque das doenças que agravam o estado nutricional das crianças, tanto como causa, ou efeito da desnutrição. Com efeito, uma média de 41% das crianças moçambicanas padece de desnutrição crónica, existindo províncias com cifras de desnutrição que vão até mais de 55%, neste grupo populacional. Em geral, a taxa de desnutrição varia de 20% a 55.6% a nível nacional.
Moçambique conta mais de 20 milhões de habitantes servidos por apenas 93 quadros com formação na área da nutrição, dos quais, três nutricionistas (técnicos qualificados com o nível de licenciatura), três biólogos com formação na área da nutrição, quatro técnicos de nutrição, sendo os restantes 83, Agentes de Nutrição (quadros com o nível básico). Com um número tão reduzido de técnicos desta área vital para o sector da saúde, seria muito difícil a prestação de cuidados de saúde adequados a uma população alvo tão grande.
A questão da nutrição é da responsabilidade de vários sectores do Governo tais como o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, o Ministério das Pescas, o Ministério Para a Coordenação da Acção Ambiental, o Ministério da Mulher e Acção Social, e outros sectores do Estado como é o caso do Instituto Nacional para a Gestão das Calamidades Naturais. Assim, urge abordar os problemas da desnutrição de forma mais integrada e igualmente transversal para que se estabeleçam soluções mais estáveis, adequadas e duradoiras. Assim, há que sistematizar as várias estratégias de abordagem à desnutrição para uma forma mais integrada e multi-sectorial, tendo em conta os vários factores que afectam o estado nutricional das populações. Dentre vários, os factores que influenciam a actual taxa de prevalência da desnutrição incluem as calamidades naturais, aspectos sócio-culturais e económicos, até aqueles relacionados com a falta de conhecimentos para as boas práticas nutricionais.
A formação de quadros licenciados em Nutrição é uma das estratégias fundamentais para fazer face aos actuais e vindouros problemas da nutrição e segurança alimentar no nosso país. O ISCISA tem respeitado a estrutura da pirâmide profissional criada pelo Ministério da Saúde, começando com quadros de nível básico até aos do grau superior. Esta experiência na formação de quadros confere a esta instituição mais valias para preencher esta pirâmide da força de trabalho, desta vez com particular visão para nutricionistas com o nível de licenciatura.
CURSO (BREVE INFORMAÇÃO SOBRE O CURSO)
HISTORIA DO CURSO
JUSTIFICATIVA
PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO
OBJECTIVO DA FORMAÇÃO
Objectivo Geral
O curso de licenciatura em Nutrição pretende formar quadros desta área, capazes de intervir nos problemas relacionados com a nutrição de indivíduos e de grupos populacionais, na prevenção, manejo, e mitigação de problemas de nutrição, nas perspectivas individual e de saúde pública, tendo como fundo a consolidação dos programas de segurança alimentar, prevenção da doença e promoção da saúde.
Objectivo Especifico
Com o curso de licenciatura em Nutrição, pretende-se formar quadros para:
OBJECTIVO DA ESPECIALIDADE
A licenciatura em Nutrição tem como objectivo a formação de profissionais da área da saúde com recurso aos mais recentes conhecimentos sobre nutrição humana, para prevenção da desnutrição, domínio vasto sobre a segurança alimentar mas também formulação de dietas, utilizando preferencialmente produtos locais. A licenciatura em Nutrição pretende também, dar aos alunos uma formação sólida e integrada em áreas químicas e biológicas, essencialmente nas áreas específicas da nutrição e alimentação e seus impactos sociais e psicológicos a nível das comunidades.
Deve Saber
No final da licenciatura o estudante deve:
1. Adquirir conhecimentos e princípios fundamentais sobre a nutrição e temas afins, para sua integração com eficiência no Sistema Nacional de Saúde.
2. Avaliar a situação alimentar e nutricional da sua área de saúde, comunidade e do indivíduo e propôr intervenções para as diferentes situações.
3. Identificar as carências nutricionais mais prevalentes na comunidade/distrito, propondo soluções para reverter a situação.
4. Caracterizar a disponibilidade, acesso e utilização dos alimentos a nível do agregado familiar, comunidade, distrito, tomando em consideração questões do gênero e do ambiente.
5. Adquirir conhecimentos sólidos que permitam a sua actuação independente e inter-dependente sobretudo em situações de emergências tais como secas, cheias, desastres, entre outras situações adversas.
6. Organizar e gerir programas e/ou serviços de nutrição aos níveis central, provincial, distrital e local, tendo em conta as Políticas do Sector da Saúde e os indicadores sanitários no terreno
Deve Saber Fazer
Deve Ser
Habilidades (Comunicação, Motora, Emocional e Profissional)
Pretende-se que os licenciados em Nutrição adquiram conhecimentos teórico-práticos necessários para actuar a vários níveis, mas com particular realce ao nível comunitário, com vista a identificar e tratar carências nutricionais. Esta actuação será efectivada mediante a integração de tais profissionais nas equipes de Saúde e intersectoriais (Ministério de Agricultura, Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Ministério das Pescas, Ministério da Mulher e Acção Social, etc.).
Os graduados poderão exercer as suas funções em qualquer nível de atenção de saúde do país, desde o nível primário até ao quaternário. A assistência sanitária inclui os Hospitais Centrais e Especializados, Hospitais Provinciais, Hospitais Gerais e Rurais, Centros de Saúde, Centros de Reabilitação Nutricional e Outra Instituições do Estado ou privadas, nos termos da Lei. Nestes locais estes profissionais de Saúde poderão desenvolver actividades, tais como; educação nutricional, formação em nutrição, docência, reabilitação nutricional, vigilância nutricional, intervenções alimentares e nutricionais em situações de emergência, nutrição clínica e investigação nutricional.
O graduado poderá também exercer as suas funções em instituições públicas e/ou privadas e/ou ONGs que desenvolvam as suas actividades na área da nutrição, desde que tais actividades se enquadrem nos interesses do Governo, no contexto das Políticas Nacionais na área da nutrição.
Os licenciados em Nutrição do ISCISA deverão ser capazes de desempenhar as suas funções a vários níveis onde poderão desempenhar as seguintes actividades, nos seguintes âmbitos:
As funções assistenciais dos nutricionistas serão nas seguintes áreas:
As funções administrativas do licenciado em nutrição incluem:
O licenciado em nutrição terá como funções de ensino, as seguintes:
Na área de investigação científica, o licenciado em nutrição terá as seguintes funções:
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
O curso de licenciatura em Nutrição tem a duração de 4 anos, com um total de 8 semestres, perfazendo 3450 horas lectivas teórico-práticas e estágios.
Distribuição da carga horária por tipos de actividades:
| Actividades Curriculares | Número de Horas |
Percentagem |
Aulas Teóricas |
2050 |
59% |
Aulas Praticas |
1400 |
41% |
Total |
3450 |
100% |
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